Palavras Para a Posteridade

•Novembro 5, 2009 • Deixe um Comentário

O tempo parou…

Por um instante o tempo parou…

e por esse instante eu acreditei em tudo que eu havia esquecido. Por esse instante fechei meus olhos e abri meu coração. Eu abri meu coração. Ao abrir meu coração percebi sentimentos que havia esquecido, tracafiado, jogado no fundo, bem no fundo do meu ser. Eu errei, ou acertei, talvez… e talvez eu tenha tomado a melhor decisão da minha vida, e talvez… talvez eu tenha tomado a pior decisão da minha vida.

Dizem que Amar faz bem ao homem. Provavelmente quem disse isso nunca amou, ou talvez… e talvez, amou e foi feliz, muito feliz.

Eu amei, eu amo, eu sofro…

… E sou triste…

Gostaria de escrever mais, porque eu sinto mais, eu quero mais e acredito em mais. Porém a realidade me mostra a Realidade… e cada vez eu tenho menos, menos felicidade, menos prazer em viver, menos esperança. Proporcionalmente de forma inversa eu tenho muitos “mais” na minha vida. Sofro mais, quero mais… e tenho menos… sim, tenho cada vez menos…

Defeitos, qualidades e afins, eu já nem sei se sou mais ou se sou menos, se faço a diferença ou sou só mais um. Acredito que não faço a diferença… não como queria, não como deveria, não como acreditava fazer…

Estou triste

Eu sou triste

Eu sou nada…

Nada…

Just about my sadness…

•Outubro 28, 2009 • Deixe um Comentário

O texto abaixo foi originalmente escrito dia 22/10 às 00:03, porém como hoje é um dia de sentimentos parecidos, até mais intensamente, resolvi publicá-lo na íntegra.

 

Fazia tempo em que não Faz tempo que não faço o que estou fazendo nesse momento. Deitar na minha cama, pegar um desses cadernos velhos, do “bom” tempo da graduação; uma caneta promocional que ganhei em qualquer lugar por aí; e escrever. Sim, escrever no papel. Todos meus posts até agora foram escritos diretamente na página do blog. Porém hoje, e não sei o porquê, mas hoje, me deu vontade de escrever no papel e depois transpassar diretamente à internet pelas teclas empoeiradas do meu “personal computer“. Talvez a razão de escrever dessa forma seja a tristeza que momentaneamente invade o meu interior. Afinal, como diria Wander Wildner: “Eu não consigo ser alegre o tempo inteiro…”, e talvez esse momento, o momento da solidão e angústia do meu quarto fechado, ouvindo o barulhos dos carros passando, o latido dos cães e a televisão ligada na “sala de estar” (não que tenha outra sala na minha casa) seja o local apropriado e propício a minha tristeza momentânea.

Hoje, e não sei o porquê, mas hoje, eu escrevo por escrever, pra desabafar e para exprimir a angústia, decepção e tristeza que eu tenho Comigo mesmo. Apesar de esse post estar deprimente e triste, essa é justamente a impressão que quero passar, pois é exatamente como me sinto…

Boa noite para mim, amanhã é outro dia… Assim espero.

 

Metade…

•Setembro 23, 2009 • 1 Comentário

Há algum tempo não tenho postado nada no blog, porém hoje ouvi uma canção, na verdade um belo poema, e gostaria de compartilhar convosco:

Metade (Oswaldo Montenegro)

Que a força do medo que tenho
não me impeça de ver o que anseio
que a morte de tudo em que acredito
não me tape os ouvidos e a boca
porque outra ">porque ">outra ">outra ">porque ">outra ">porque ">metade de mim é o que eu grito
mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
seja linda ainda que tristeza
que a mulher que amo seja pra sempre amada
mesmo que distante
porque metade de mim é partida
mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com
fervor
apenas respeitadas como a única coisa
que resta a um homem inundado de sentimentos
porque metade de mim é o que ouço
mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
se transforme na calma e na paz que eu mereço
e que essa tensão que me corrói por dentro
seja um dia recompensada
porque metade de mim é o que penso
mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste
e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos
suportável
que o espelho reflita em meu rosto num doce sorriso
que eu me lembro ter dado na infância
porque metade de mim é a lembrança do que fui
a outra metade não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
pra me fazer aquietar o espírito
e que o teu silêncio me fale cada vez mais
porque metade de mim é abrigo
mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta
mesmo que ela não saiba
e que ninguém a tente complicar
porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
porque metade de mim é platéia
e a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada
porque metade de mim é amor
e a outra metade também.

Belo restante de semana a todos.

Sem Título

•Setembro 7, 2009 • Deixe um Comentário

Como é difícil. Como é difícil escrever, querendo escrever, sem a mínima ideia do que será escrito. Para entender a situação que me encontro para escrever agora, imagine meu estado físico agora. Estou deitado, no meu Windows Media Player toca ‘Cosmonautas” da Vanguart, música que eu nunca ouvi na minha vida, mas que por algum motivo está tocando, enfim… Pela janela entreaberta uma brisa leve e gelada me dão calafrios, mesmo nessa noite quente de início de primavera, mas eu não fecho a janela. Meu sorriso, sempre fácil entre os amigos, aqui não tem lugar, não agora… e os meus olhos inclinam-se tristes em um movimento que varia entre sono e tédio. Agora ouço Beloved… No famoso “chat” do msn pessoas conversam felizes sobre uma festa no 14 bis. Por que afinal elas estão tão felizes. Será que elas sabem por quê? Eu tento entender, mas não entendo. Muitas coisas eu não entendo. Preciso entender? Acho que não, mas eu tento. Um ar de melancolia me toca e busco palavras pra expressar o sentimento. Que Sentimento! Inundo meu texto de pontos, vírgulas, assentos e exclamações,… interrogações. Interrogações provenientes de minhas maluquices ou do momento de ociosidade em que me encontro. Ouço “Dream about your love” e esboço um leve sorriso, um sorriso bobo e um tanto ridículo, mas espontâneo e inesperado. Devo parar de escrever, aliás, por que eu continuo escrevendo?! Venho perdendo a inspiração… a minha inspiração, mas meu português continua bom, eu acho. “… then you come back again…” é o que eles cantam… eles cantam. Não, eu não vou revisar nem apagar nada do que escrevi, a espontaneidade é ridícula, pífia, mas é o que eu gosto…

Vou procurar algo pra comer…

ou beber…

Talvez

Estoy En El Muelle de San Blás

•Setembro 4, 2009 • Deixe um Comentário

Normalmente eu posto um texto aqui no blog, porém excepcionalmente hoje gostaria de postar a letra de uma música que fala por si só. A letra conta a história de uma mulher, que viu seu amor ir embora, e ficou eternamente, esperando sua volta, sola, sola y sola…

Maná – En El Muelle De San Blas
Maná
Ella despidió a su amor
Él partió en un barco en el muelle de San Blás
Él juró que volvería
y empapada en llanto ella juró que esperaría
miles de lunas pasaron
y siempre ella estaba en el muelle
esperando
Muchas tardes se anidaron
se anidaron en su pelo
y en sus labios

Llevaba el mismo vestido
y por si él volviera no se fuera a equivocar
los cangrejos le mordían
su ropaje, su tristeza y su ilusión
pero el tiempo se escurrió
y sus ojos se le llenaron de amaneceres
y del mar se enamoró
y su cuerpo se enraizó
en el muelle

Sola
sola en el olvido
sola
sola con su espíritu
sola
sola con su amor el mar
solaaaaaaaa
en el muelle de San Blás

Su cabello se blanqueó
pero ningún barco a su amor le devolvía
y en el pueblo le decían
le decían la loca del muelle de San Blás
una tarde de abril
la intentaron trasladar al manicomio
nadie la pudo arrancar
Y del mar nunca jamás la separaron

Sola
sola en el olvido
sola
sola con su espíritu
sola
sola con su amor el mar
solaaaaaaaa
en el muelle de San Blás

Sola en el olvido
Sola con su espíritu
Sola con su amor el mar

Sola
sola en el olvido
sola
sola con su espíritu
sola
sola con su amor el mar
solaaaaaaaa
en el muelle de San Blás

Se quedó
Se quedó
Sola, sola
Se quedó
Se quedó
con el sol y con el mar
Se quedó ahi
Se quedó hasta el fin
se quedó ahi
se quedó en el muelle de San Blás

Sola, sola, sola

Foi “sem querer”

•Agosto 29, 2009 • Deixe um Comentário

Foi sem querer que eu apareci

Foi sem querer que eu me aproximei

Foi sem querer que eu escutei, entendi

Foi sem querer que eu me apaixonei

Foi sem querer que eu me precipitei

Foi sem querer que me envolvi

Foi sem querer que me afastei

É sem querer que agora estou aqui

Foi sem querer me entristeci…

O tempo transcorre e traz decisões que não entendemos

mas compreendemos

e aceitamos

É sem querer que termino essa escrita…

Sem querer, continuo pensando em ti

Sem querer, mantenho uma fé inabalável de ilusão

É sem querer que Te adoro

Querendo, tentando esquecer

Sem querer esquecer…

É por querer

Sem querer

Eu quero

e não sei onde isso vai dar…

Feelings…

•Agosto 28, 2009 • 1 Comentário

Medo, coragem, insegurança, confiança, incerteza, Certeza, vontade, vício, bem-estar, saudade, viver, morrer, por dentro e por fora, sonhar, imaginar, buscar, sentir, gostar, perder, ganhar, lutar, insistir, conseguir, desistir, deixar, voltar, pensar, repensar, entender, compreender, viver, morrer, por dentro e por fora, olhar, tatear, beijar, ouvir, ouvir, falar, falar, buscar, trazer, levar, querer ficar, querer estar, querer manter, entregar, se entregar, acreditar, olhar para si mesmo e se surpreender, se assustar, surpreender… viver, morrer, por dentro e por fora. E amar, e amar, e amar…

… sentimentos, sensações e momentos de Luz intensa

Pane no Sistema…

•Agosto 22, 2009 • 1 Comentário

… alguém me desconfigurou. Sim, isso é bem clichê de música, mas a frase é bem apropriada para o momento. Sabe quando todas tuas convicções, ideais e certezas – não os que você tinha, mas os que você criou ao longo de tua vivência – esbarram e caem ao chão quando você menos esperava. Pois é, essa sensação estranha, absurda, boa e ruim é o que estou passando. Uma mescla de sentimentos, de ideais rompidos, de convicções desconvictas e de pensamentos mirabolantes que inundam minha mente.

Paro

Parei…

Agora tenho que pensar…

Organizar…

pensar…

step by step. E só.

Amor?!

•Julho 11, 2009 • 1 Comentário

Durante toda a semana, e inclusive na semana anterior, tenho refletido sobre isso. “Isso” mesmo, é assim que defino essa palavra. O que ela representa e até onde ela é realmente significativa?. Existem diversos pontos de vista, diversas discussões em torno do amor. Em poucas palavras expressarei minha modesta opinião a respeito do assunto. O Amor existe sim, para os espiritualizados, de um ser superior (Deus ou algo parecido) para conosco, seres humanos. Esse assunto indubitavelmente é indiscutível, pois não pretendo criar polêmica debatendo religião no blog.

Dando seguimento vamos aos fatos. O amor verdadeiro, o amor que não morre, o amor que nos acompanha ao longo de toda nossa vida é o amor familiar, mais especificamente, o amor paterno e materno. Há os que lendo esse texto pensarão que sou um amargurado, um pessimista (talvez o seja), mas minha auto-definição remete a palavra “Realista”. Sim, realista. Afinal, muitos hoje afirmam existir o amor verdadeiro, a paixão eterna, o príncipe encantado ou a princesa dos sonhos. Bobagem!

As pessoas relacionam-se por um motivo muito simples. Interesse mútuo. Quando existe um relacionamento homem-mulher estável e duradouro, isso acontece a partir do princípio que essas duas pessoas tem afinidades, gostos em comum, objetivos em comum e se aturam uma a outra, com seus defeitos e qualidades. Um relacionamento somente é duradouro quando abrem-se os olhos para as qualidades e fecha-se os olhos para os defeitos. De outra forma somos todos sós, com nossas próprias características.

Não venha me falar em amor verdadeiro, em paixão eterna. Isso é utopia!. Hoje em dia o amor virou um grande negócio. Você fica com alguém por que isso é interessante pra você, porque você tem a quem contar suas aflições, quem lhe dê suporte incondicional. O respeito é muito maior que o amor. Não há na face da Terra amor eterno, somente o de Pai e de Mãe para um Filho, e vice-versa. Además, tudo é ilusão, é conveniência, é casualidade, é negócio… Amor?!… hoje não existe, e os exemplos estão em toda parte. Até!

Decisões

•Maio 12, 2009 • Deixe um Comentário

Já dizia Pedro Bial em sua crônica/tradução “Filtro Solar”: “as suas escolhas tem 50% de chance de dar certo, é assim pra todo mundo…”. Pois bem, a cada momento, a cada minuto, a cada segundo, nossa vida e nosso dia-a-dia é regrado por escolhas. Podemos até prever e imaginar as consequências das nossas escolhas, mas nunca saber com certeza o que sentiremos, o que viveremos e o que teremos que aceitar, assumir, entender e se readaptar. Estranho é pensar que tudo o que fizemos ou decidimos terá reflexo no nosso futuro, seja a curto ou a longo prazo. Determinadas escolhas são reversíveis, determinadas decisões podem ser tomadas, e o arrependimento pode aparecer, e através de outra decisão, de outra escolha, tudo pode voltar ao normal. A grande diferença é que a cada vez que mudamos nossa vida, acabamos mudando a vida de quem está ao nosso redor, e influenciamos na vida de outro, ou outros, e de repente, por mais que pensamos que podemos voltar atrás, já não é possível. As decisões devem ser tomadas em busca da felicidade, da felicidade própria, do auto-conhecimento e da auto-suficiência. Você é feliz, você quer ser feliz? Quer um conselho? Conselhos são vivências, experiências errôneas e acertadas, baseadas nas decisões que tomamos certo momento em nossas vidas. A única coisa que posso dizer é… Use filtro solar…

Don’t worry, be happy (with yourself)

 

Grande Abraço!