Era uma garota, que como eu…
… não! ela não é como eu. Talvez em partes, talvez em muitas partes. O fato é que ela é uma garota diferente. Não que diferente seja ruim, nem que diferente seja bom, na verdade, eu não sei a diferença que ela quer ou se propõe a fazer. Ela surpreende, isso é inegável, ela cativa.
Durante muito tempo, eu pensei que fosse o único no mundo que não acreditava no bendito amor. Pois bem, foi então que eu encontrei ela. Agora me diga, por que ela também não acredita? Será que passamos pelas mesmas decepções? Acredito que não… Será que temos personalidades parecidas? Talvez, mas acredito que não. O fato é que temos a mesma opinião, e dessa mesma opinião trocamos confissões, trocamos anseios, conversas, desejos e angústias das nossas “pacatas” vidas. O engraçado é que ambos desacreditamos, porém ambos amamos. Não um ao outro. Somos bons amigos, mas amamos. Mesmo não acreditando e se recusando a aceitar esse sentimento que nos corrompe e necrosa nossos pensamentos, que corrói a lógica, que desafia o habitual. Sim, amamos. Sofremos? Às vezes… Mas somos felizes (talvez não por completo, talvez sim). Apesar de sermos tão queridos pelos outros (espero que nos queiram bem), nos sentimos tão sós, quietos, feridos, únicos…
Ela me surpreendeu, confesso que pensei que não fosse como eu. Confesso que fiquei triste por ela, mas fiquei feliz por mim. O ideal seria eu dar uma solução para nossos problemas (se é que isso é um problema). Mas… há solução? Bem… a solução é seguir vivendo, ou como diria nosso amigo Johnny Walker: “Keep Walking”. E quem sabe um dia a gente acha o caminho. E quem sabe um dia a gente encontra o nosso próprio caminho. E quem sabe felicidade… E quem sabe… quem sabe? …
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